RESUMO
Análise do movimento de arte relacional,
na qual as experiências e repertórios individuais estão a serviço da construção
de significados coletivos, o que faz com que a participação do público seja um
fator-chave na ativação ou efetivação de tais propostas, principalmente através da obra Irmãs (2003) de Cinthia Marcelle e Marilá
Dardot.
Abordagem do aspecto dionisíaco da arte e do potencial catártico que carregam em si e, consequentemente da necessidade da obra total cometer os excessos que exploram todos os
limites além do bem e do mal e da necessidade niilista de não se explicar e
viver intensamente em contraposição ás necessidades da aura Benjaminiana.
A arte relacional está menos no momento da
interação e mais na construção do que se quer com ela, nessa busca dionisíaca
pela harmonia convivial. É preciso tratar a
realização como rito, provocar o dionisíaco da arte e o seu potencial catártico
e almejar o apolínio.
O texto completo está aqui.
Arte, Crítica de Cultura e Direito Antitruste. Uma reunião da produção
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Romantismo na Inglaterra
RESUMO
Romantismo para além do movimento artístico histórico, definido como uma característica, antes de tudo psicológica. Colocação da Inglaterra entre os países que mais contribuíram para a formação e delineação desse movimento artístico, um país que desde suas origens conflita-se entre a busca das origens verdadeiramente bretãs e a consciência de ser um povo constituído do encontro de muitos povos navegadores, que imprimiu-lhes como marca psicológica essa instabilidade, identificada na incessante busca pelos ideais fundadores e primordiais da sua civilização, no constante elogio à grandiosidade da natureza e do exótico; na predileção por temas tais como o fantástico e o mitológico; e num espírito de independência e um grau de subjetividade que sempre a caracterizou. De Sheakspeare a Damien Hirst.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Nam June Paik: iluminação através da compreensão da subversão
RESUMO: Estudo das obras em que Paik usou a subversão do sinal da
televisão, que originalmente transmite conteúdo, e na discussão que neles se
encerra, qual seja, como tomar o controle para si daquilo que recebemos
passivamente. A discussão proposta da subversão do sinal de TV funciona
como koans zen budistas, trazendo para o espectador a indagação para o
caminho para a libertação. Paik agiu como um abridor de olhos , um mestre
zen para a cultura mediática que ele tanto dominou, pois seguiu um caminho
original, ao moldar o meio de vídeo em seu próprio universo artístico, e, no
processo, re-imaginar a natureza da imagem na arte e na cultura.
PALAVRAS CHAVE: videoarte, nam june paik, zen budismo, subversão
O texto pode ser lido aqui. E foi escrito em parceria com Thais Ramos Capusso Rossini.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Música: arte visual
RESUMO
As obras contemporâneas tem se mostrado multissensoriais, nas quais criações musicais se aproximam das artes visuais, e igualmente artistas visuais que incursionaram na música, realizando instalações e performances musicais. A divisão entre artes visuais e música passa a fazer menos sentido,
no plano da estética contemporânea, o que gera uma reivindicação da unidade expositiva das obras de arte visuais, temporais ou de movimento para um experiência completa do espectador, uma vez que os artistas contemporâneos estariam próximos da sua fruição completa da exploração dos sentidos.
O texto pode ser lido aqui.
As obras contemporâneas tem se mostrado multissensoriais, nas quais criações musicais se aproximam das artes visuais, e igualmente artistas visuais que incursionaram na música, realizando instalações e performances musicais. A divisão entre artes visuais e música passa a fazer menos sentido,
no plano da estética contemporânea, o que gera uma reivindicação da unidade expositiva das obras de arte visuais, temporais ou de movimento para um experiência completa do espectador, uma vez que os artistas contemporâneos estariam próximos da sua fruição completa da exploração dos sentidos.
O texto pode ser lido aqui.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Quem diz o que é arte?
A definição de arte global proposta implica,
dentre outras coisas, em uma percepção inter-relacional da arte, na medida em
que arte existe (1) na percepção dessa sensação pelo, ou no raciocínio do
espectador, (2) na sua relação com a obra; (3) e que a arte se faz no
julgamento do outro.
Mas antes disso a arte pressupõe (o que também
está anotado na definição global de arte) um fazer consciente do artista, capaz
de reproduzir, construir, ou expressar uma experiência, por meio de sua
poética, que é o salto entre o planejar e o ser sucedido através do qual a obra
de arte distingue-se em sua unicidade e insubstituibilidade. A poética é,
portanto, a teia coerente que une todos os pontos do fazer.
Nesse sentido estão indissociados da
compreensão da arte: 1. o fazer artístico; 2. a compreensão que se tem de arte
no tempo no qual a obra foi realizada; e 3. a relação dos espectadores com a
obra. A ordem proposta não é aleatória. A relação entre o fazer e o recepcionar
dos atores da arte está mediada, muitas vezes, pelo tempo entre o que a obra
foi realizada e que a obra foi exibida e essa mediação, na maioria dessas
vezes, é crucial e mais relevante que as pontas da comunicação.
Na Arte contemporânea é comum que o
"terceiro" tenha um poder maior ao determinar o que é a arte atual. O
contato imediato obra-espectador, sem mediação do tempo, faz com que as
incompreensões com o objeto artístico precise de mediação de
"especialistas" e que o debate de o que é ou o que não é arte dê o
tom na ordem do dia.
Essa importância ao terceiro não é
exclusividade da pós-modernidade. Na pós modernidade o importante é o curador,
mas já foi o crítico moderno e o mecenas renascentista, ou seja, na arte do
momento, o terceiro “especialista” ganha mais força em virtude da falta de
mediação do tempo.
Nesse sentido, retomo as notícias da descoberta
de “novas” Monalisa e Medusa e a
diferença de tratamento dado às descobertas pelas instituições responsáveis,
que em última instância, demonstram a diferença de entendimento da própria
arte.
A descoberta de uma Monalisa realizada por um
dos discípulos preferidos de Da Vinci ao mesmo tempo em que o mestre realizava
o seu original recebe um tratamento de destaque pelo Louvre, que a exporá, juntamente
com a original, em breve, bem como do Museu do Prado, que a detém e que dá a
ela o tratamento de “transformar a nossa compreensão da mais famosa pintura do
mundo”[1].
A proposta do museu (terceiro) diante da obra
(artista) realizada em tão longínquo tempo é expô-la juntamente com o original
para comparações e para ressignificar a própria obra icônica, entendimento de
que “essas cópias são como uma fotografia do original em um certo momento de
sua execução”[2].
A Galeria Uffizi por sua vez, rechaça a possibilidade
de expor a segunda Medusa ainda que ela seja a verdadeiramente original e que
todos os mistérios acerca da realização da obra consagrada (falta de desenho
preparatório, fala de estudos, como se Caravaggio houvesse num rompante pintado
em escudo côncavo, sem hesitações, criado uma obra prima) tenha sido deslindado
com a recente descoberta, cheia de desenhos por debaixo da pintura ultimada[3].
Sob o argumento de que "não é a primeira
vez que descobrem uma cópia ou versão que seria mais bela e mais original do
que a antiga (...) estudiosos têm o direito de achar o que quiserem, mas, se
fôssemos expor tudo que descobrem aqui, o museu viraria uma feira"[4],
a Galeria Uffizi descartou a possibilidade de realizar, como o Louvre uma
exposição comparativa, ainda que não se trate de cópia, mas de outra obra,
diferentemente da nova Monalisa descoberta.
É uma pena que curadores atuais de arte de um
tempo passado clamem para si o papel do mediador de arte contemporânea e que
não se deem o distanciamento necessário para a compreensão e o reconhecimento
que a essa obra da arte barroca merece. A Galeria Uffizi assim, parece
desconhecer inclusive o papel de museu na época das obras que guarda - os
Gabinetes de Curiosidades - e também do museu atual, como lugar de propostas de
discussão.
[1] http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1042424-museu-do-prado-anuncia-descoberta-de-copia-da-mona-lisa.shtml
[2] Louvre expõe as duas versões
da "Mona Lisa". Folha.com, Ilustrada, 29.02.2012, disponível em http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1068138-louvre-expoe-as-duas-versoes-da-mona-lisa.shtml, acessado 29.03.12
[3]
MARTÍ, Silas. Nova Medusa de Caravaggio é descoberta em
coleção na Itália. Folha.com, Ilustrada, 29.02.2012, disponível em http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1055188-nova-medusa-de-caravaggio-e-descoberta-em-colecao-na-italia.shtml, acessado 29.03.12
[4] MARTÍ, Silas. Anatomia barroca. Folha de S.
Paulo, Ilustrada, E1, 08.03.2012.
sábado, 19 de maio de 2012
A crítica acabou mesmo na imprensa? Uma revisão dos artigos atuais na Folha de São Paulo.
Quando se fala de crítica, tem-se em mente ainda hoje
a crítica do projeto moderno que tinha como objetivo a libertação do indivíduo
de dogmas e de um poder centralizador e, consequentemente, a produção de
consciência individual com a finalidade de construção de um outro mundo, cujas
raízes estão no projeto filosófico de Descartes, Kant, Hegel e Adorno.
Analisamos os textos publicados pela Folha de São
Paulo no período de um mês (de 18 de março a 20 de abril de 2012), procurando avaliar
a produção da critica e do jornalismo
cultural atual na
perspectiva da construção da esfera pública,
da profissionalização e institucionalização da área e, especificamente, o
acesso aos espaços de discussão, verificando
se a crítica moderna, aquela que temos em mente como a figura ideal, ainda
persiste ou, em tendo sido substituída, porque o foi.
Do período selecionado houve 13 textos publicados na
Ilustrada e na Ilustríssima acerca das artes visuais[1].
Desses, apenas 2 autodenominavam-se
críticas: “Obras de Antonio Malta e Erika
Verzutti fogem do circuito politicamente correto” e “Exibição do coletivo BijaRi possui desafio de mostrar arte politizada”,
ambos de Fabio Cypriano. Três são textos opinativos, muito mais aproximados ao
ensaio, como “Arte ou estandarte” de
Sérgio Dávila, editor executivo da Folha;
“As dores do Corpo” de Marcelo
Coelho, Colunista da Folha; e “Exercício
comparativo – o rapto do debate sobre artes visuais”, do curador Cesar
Oiticica Filho. Todos os demais oito textos são apresentações de exposições,
aqui no Brasil ou fora, todos escritos por repórteres da Folha ou jornalistas
freelancers.
Quanto aos textos identificados como crítica, ambos
escritos por Fábio Cypriano, apresentam avaliação da obra cultural e das tendências
valorizadas pelo mercado, mas passam, de alguma forma, uma impressão de
pessoalidade, como se vê respectivamente em “Obras
de Antonio Malta e Erika Verzutti fogem do circuito politicamente correto”
e “Exibição do coletivo BijaRi possui
desafio de mostrar arte politizada”:
“(...) são trabalhos que abordam estratégias
culturais brasileiras, como a gambiarra. (...) São obras, afinal, mais próximas
da praça da Sé do que dos shoppings climatizados que pululam na cidade. Que
alívio”.
“(...) frente ao circuito de arte
nacional que, cada vez mais, se submete a um padrão decorativo de produção, as
obras do coletivo BijaRi sugerem que a realidade brasileira não é tão feliz
como se supõe”.
Marcelo Coelho, sociólogo, analisa o filme de Wim
Wenders, “Pina” na coluna “As dores do
Corpo”, que apesar de partir de um texto pessoal, atingem questões amplas
sobre a dança, o cinema e o homem, bem diferentes dos tons que assume Fábio
Cypriano nas suas críticas personalíssimas.
Aliás, chama atenção que os autores dos textos
opinativos não sejam jornalistas culturais. O único jornalista de formação,
Sérgio Dávila, tem carreira na cobertura internacional. Sua crítica da
exposição de Ai Weiwei no Jeu de Paumme em Paris, “Arte ou estandarte” apresenta-se modernamente como um texto
politizado, compromissado de um projeto crítico, propositivo e interventor
(provavelmente auxiliado pelo próprio artista que analisa). Dedica-se a
encontrar as perguntas deixadas pela exposição e ao mesmo tempo relaciona-a com
outras passagens do história da arte.
Por fim, menciono o texto de Cesar Oiticica relevante
por ser esse texto uma tréplica ao crítico Flávio Moura. A Folha de São Paulo
tem dado, no seu caderno Ilustríssima, espaço para esse tipo de debate: uma
reportagem ou ensaio é publicado, no caso uma reportagem sobre o lançamento da
coletânea “O mundo é o museu”; uma resposta crítica ao lançamento é feita e,
então, uma tréplica é concedida. A mesma estrutura ocorreu novamente em relação
ao lançamento do ensaio de Roberto Schwarz sobre o “Verdade Tropical” de
Caetano Veloso.
Vejo
assim, que a critica politizada, educadora e capaz de emancipar o homem, enfim,
a crítica idealizada, ainda existe na imprensa hoje de forma pontual. Mas essa
crítica moderna, ferramenta política constituidora de uma esfera pública, não
tem mais, de fato, o seu espaço na imprensa. Esse lugar foi devidamente
usurpado e atualizado pela internet, onde se realiza de forma mais plena e sem o
problema da mediação parcial da imprensa[2];
A rede permite a participação igualitária dada a
“possibilidade que o espaço público online, ilimitado por fronteiras
territoriais e temporais, traz de que as pessoas de diferentes localidades,
culturas e pensamentos, se comuniquem e que possam, efetivamente, cobrir o
mundo todo.(…)” (LACERDA, 2011,
p.14).
Além disso, a contemporaneidade caracteriza-se pela
falta de um fio universalizante do pensamento e a própria falta do objeto
criticável na medida em que não há mais pensamento polarizado. E com a fragmentação também das categorias artísticas
e as transformações no sistema da arte depois das vanguardas, tarefas como
compreensão da arte, identificação das suas fronteiras, difusão das informações
artísticas significam riscos. E a imprensa não assume esses riscos. Daniel Piza
(2003, p.83) identifica a reportagem de debates a mais difícil e mais escassa
no jornalismo brasileiro, pela incapacidade de apresentar-se todos os lados da
discussão de forma neutra mas com senso crítico.
E dessa perda de função e da crescente complexidade,
talvez não só o crítico contemporâneo passou a avalizar a arte e a fazer
curadoria mas a própria imprensa esteja tomando para si o papel de curadora,
como afirma Maria Prata, diretora de redação da Harper’s Bazaar Brasil[3].
Talvez, o caminho do projeto contemporâneo seja mesmo
a publicação de debates públicos de ideias, como parece querer instituir a
Folha também no Jornalismo cultural. De resto, o jornal atual situa-se mais
nesse papel de curadoria, no qual a avaliação da obra cultural e das tendências
do mercado surgem num papel anterior ao da escrita: na seleção do que é
publicado. O leitor contemporâneo do jornal diário (PIZA, 2003, p.47) talvez
seja uma pessoa que tenha condições, por si, de identificar os interesses do
mercado, as induções simbólicas e morais a que está sujeito e prescinda assim
de uma crítica expressa.
Bibliografia:
VARGAS, Rodrigo C. Do nascimento aos anos de chumbo,
disponível em http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/do_nascimento_aos_anos_de_chumbo,
acessado em 02.05.12.
PIZA, Daniel.
Jornalismo Cultural. São Paulo. Ed. Contexto, 2003.
LACERDA, Mariana, et. al. Warren Sack: Comunicação e
discussão no espaço público online, 2011, disponível em
http://marianadu-arte.blogspot.com.br/2011/06/warren-sack-comunicacao-e-discussao-no.html,
acessado em 02.05.12.
[1] Embora a crítica de cinema e de
literatura tenha ficado de fora, optei por manter uma crítica sobre o filme
“Pina” e outra sobre a coletânea “Museu é o Mundo”, mais por seus temas
relacionarem-se à artes visuais.
[2] De fato, a profissionalização e a
industrialização da imprensa gerou a utopia da imparcialidade, que o movimento
de monopolização da imprensa no início do século XX
acabou por enterrar, através da geração de conglomerados poderosos prejudiciais
à própria função informativa: o monopólio é, por definição, gerador de
assimetria de informações. Essa imprensa conglomerada escancara o fato de que a
mediação da imprensa na esfera pública está sempre ligada a um projeto
de poder, logo, a imparcialidade é uma impossibilidade.
domingo, 6 de maio de 2012
Novos índios: a etnogênese como transfiguração de renascimento
RESUMO: Resenha do artigo: Barbosa, Wallace de Deus. O artesanato indígena e os ‘novos índios’ do Nordeste. in: Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional nº 28. Rio de Janeiro: IPHAN, 1999, p.198 – 215.
A resenha está aqui
A resenha está aqui
domingo, 1 de abril de 2012
Arte contemporânea Wabi Sabi
RESUMO: Investigação e definição dos conceitos da estética Wabi Sabi como discurso artístico que realça o natural, o imperfeito, o assimétrico e o desgastado, sem, entretanto, abandonar a busca por uma indiscutível beleza, que reflita a tranquilidade. Verificação de que o Wabi Sabi tem grande influência na contemporaneidade, donde o belo contemporâneo está muito mais relacionado ao prazer intelectual causado pelo entendimento cognitivo ou sensorial da obra a que se contempla. Levantamento dos artistas contemporâneos japoneses que realizam obras hoje que podem ser entendidas como Wabi Sabi e conclusão de que o Japão é produtor de uma arte global não datada e regionalizada, e também importante contribuinte da formação desse novo modelo global de pensamento artístico.
Palavras Chave: Estética. Wabi Sabi. Arte Japonesa. Arte Contemporânea.
O artigo foi publicado na Revista Belas Artes, Ano 4, n.8, jan-abr 2012
ISSN 2176-6479. E as fotos das obras mencionadas estão no anexo.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Artigo: Warren Sack: Comunicação e discussão no espaço público online
RESUMO: Discussão sobre o trabalho de Warren Sack, artista visual, designer de software e teórico de mídia e professor associado de Cinema e Mídias Digitais da Universidade da Califórnia e da sua pesquisa acerca da comunicação e discussão no espaço público online como uma tentativa de consolidação de uma cybercultura heterogênea, descentralizada e sem limitações culturais.
Palavras-chave: Warren Sack; Comunicação online; Linguagem; Mídias Digitais.
Um PDF do artigo, feito em colaboração com os lindos Renan Marcondes, Cris Garcia e Andrea D'Amato está aqui.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Carlos Fajardo: da superfície às relações corpo-espaciais
RESUMO
A pesquisa, de caráter bibliográfico, propõe-se a realizar uma análise comparativa entre as linguagens artísticas na produção de Carlos Fajardo, tendo como foco as possibilidades e uso do espaço na poética do artista. Através da relação entre seu percurso e o desdobramento natural das linguagens durante os anos de sua produção, é estabelecido um breve panorama dos seus trabalhos e da linha de pesquisa no qual estão inseridos.
Palavras-chave: Carlos Fajardo. Espaço. Superfície.
ABSTRACT
The bibliographic research aims to produce a comparative analysis among the artistic languages in the production of Carlos Fajardo, focusing the possibilities of the uses of space in the artist poetics. Trough the relation between his process and the natural development of the artistic languages during the years of his production, is established a short overview of his artistic works and the research in which they are inserted.
Key-words: Carlos Fajardo. Space. Surface.
Veja o trabalho, escrito conjuntamente com Renan Marcondes, Ana Cristina Garcia e Andréia D'Amato aqui
domingo, 15 de maio de 2011
Artigo: Carlos Fajardo: da superfície às relações corpo-espaciais
RESUMO
A pesquisa, de caráter bibliográfico, propõe-se a realizar uma análise comparativa entre as linguagens artísticas na produção de Carlos Fajardo, tendo como foco as possibilidades e uso do espaço na poética do artista. Através da relação entre seu percurso e o desdobramento natural das linguagens durante os anos de sua produção, é estabelecido um breve panorama dos seus trabalhos e da linha de pesquisa no qual estão inseridos.
Palavras-chave: Carlos Fajardo. Espaço. Superfície. ABSTRACT
The bibliographic research aims to produce a comparative analysis among the artistic languages in the production of Carlos Fajardo, focusing the possibilities of the uses of space in the artist poetics. Trough the relation between his process and the natural development of the artistic languages during the years of his production, is established a short overview of his artistic works and the research in which they are inserted.
Key-words: Carlos Fajardo. Space. Surface.
Escrito junto com os queridos ANA CRISTINA GARCIA, ANDRÉIA D’AMATO e RENAN MARCONDES cuja cópia é encontrada aqui
terça-feira, 1 de março de 2011
Artigo: EDUARDO KAC: A problematização dos limites de linguagens
Em co-autoria com Renan Marcondes, Ana Cristina Garcia e Andréia D'Amato
RESUMO
Trabalho com objetivo de análise da produção do artista Eduardo Kac dentro de uma perspectiva da arte contemporânea. Foco na evolução do seu trabalho e nas diferentes linguagens abordadas, da poesia à bioarte.
Palavras-chave: Eduardo Kac. Arte e tecnologia. Bioarte. Telepresença.
Um PDF do artigo pode ser encontrado aqui
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
FOTOGRAFIA: SÉRIE FLUSSER, Vilém. In: _________
RESUMO
Artigo acadêmico com objetivo de
registro de processo e discussões apontadas através da produção de uma série de
fotografias com gênese nos escritos de Vilém Flusser, especialmente no que se
refere ao tratamento das imagens técnicas como produtos extraídos de textos.
Exploração da idéia por meio da proposta do inverso, tornar o texto produto da
imagem técnica. Mas não só da simples imagem técnica produzida pelo aparelho,
mas a imagem técnica realizada em época onde os programas de edição de imagens
alteram a realidade de forma tão fidedigna que colocaram em cheque a posição da
fotografia como documentação da realidade. Fotografia contemporânea e o
desprendimento da convencionalização dos elementos e de uma ética existentes no
modernismo. Discussões entre o texto e a imagem técnica e possibilidades de
alteração dessa relação à gênese do projeto proposto: fotografias de páginas de
livros da literatura brasileira, manipuladas digitalmente, fazendo incluir
trechos do livro Filosofia da Caixa Preta,
de Vilém Flusser e então impressas, produzindo fotografias de letra e palavra e
texto alteradas através de programas de edição de imagens. Estabelecimento de
relações entre textos literários, técnicos e a linguagem fotográfica, com metodologia
de pesquisa bibliográfica e analítica, juntamente com a pesquisa relacionada ao
âmbito produtivo das fotografias.
Palavras-chave: Fotografia.
Texto. Literatura. Vilém Flusser. Manipulação.
O artigo pode ser encontrado aqui e foi feito com a colaboração dos queridos Renan Marcondes e Cris Garcia
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Artigo: Um estudo de caso: ABSTRACT Nº 1, por Tomoko Takahashi
Publicado originalmente no Panorama Crítico , v.8, p.3 - ,
2010.
RESUMO
Estudo de caso sobre a obra Abstract nº 1 (2007), da artista visual Tomoko Takahashi, baseado em pesquisa e análise de sua produção, por meio, principalmente, das criticas realizadas em torno de sua exibição. Pretende-se estabelecer relações entre a realização dessa obra e o desenho expandido, sendo a metodologia de pesquisa comparativa, descritiva e histórica.
Palavras-chave: Instalações. Projeto. Desenho Expandido. Poética.
PDF disponível aqui
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Artigo: Julia Margaret Cameron: experimentações contemporâneas na era vitoriana
Em co-autoria com Renan Marcondes, Cris Garcia e Flora Pitombo
Um PDF pode ser encontrado aqui
Um PDF pode ser encontrado aqui
RESUMO
Estudo sobre a vida e obra artística da fotógrafa Júlia Margaret Cameron baseado em pesquisa e análise de sua produção. Pretende-se estabelecer relações entre sua obra e a produção de fotografia contemporânea através de discussões e bibliografia apresentada durante o primeiro bimestre da disciplina de Linguagem Fotográfica II, sendo a metodologia de pesquisa comparativa, descritiva e histórica.
Palavras-chave: Fotografia. Técnica. Foco. Representação. Poética.
sábado, 7 de novembro de 2009
WebArte: photographieretouchee
(Obra realizada juntamente com Renan Marcondes e Cris Garcia)
Imagens disponíveis em http://www.wix.com/renanmc/photographieretouchee
Em O Sofista, Platão, desde o século V a.c., já dizia
que a imagem não é a verdade, mas apenas um simulacro do seria a realidade. E o
semelhante “muito embora realmente não
exista, ele é realmente o que denominamos imagem”[1].
Desde sempre, portanto, as questões ligadas à representação – e as pinturas e
esculturas mais especificamente – sempre tiveram de lidar com o ilusório, até o
advento da fotografia.
A representação concreta da fotografia, inclusive, foi
o motivo da sua contestação enquanto
obra de arte[2] e
largo uso das ciências. A fotografia teria o condão de “transferir a realidade da coisa para sua reprodução”[3].
Essa visão do final do século XIX, porém embora
encontre contestação, parece, incrivelmente, resistir aos tempos. Se Boris
Kossoy[4]
atualmente, divulga as questões
relacionadas às ficções da fotografia, circulam por aí, no Brasil, Grã Bretanha
e França, principalmente, projetos de lei para controlar a manipulação de
imagens sob a justificativa de que “na
fotografia existe a falsa impressão de transposição da realidade, nua e crua,
para a imagem. Há a crença na veracidade absoluta da fotografia, como se ela
fosse um método de fixação da realidade em uma imagem” em
oposição ao que seria, nas artes, “a
plena noção de que se trata tão somente de uma visão do artista acerca da
realidade, transportada para um determinado suporte”[5].
A idéia de realidade da fotografia, ainda
anteriormente à discussão de manipulação digital das imagens, não poderia ser
menos verdadeira. Conforme o citado Kossoy, uma vez que todas as
imagens são montadas, seja através do melhor ângulo, visão ou enquadramento
buscados pelo fotógrafo, até mesmo a fotografia traria em si uma imagem
relativa, retratando algo conforme a ideologia, conceitos, bagagens cultural,
daquele que fotografa. A foto constrói realidades e também é simulacro, também
é o semelhante que, na verdade, não existe.
Como também é menos verdadeira a visão romântica da
manipulação do artista nas obras de arte. Nem sempre as imagens nas artes carregaram
a plena noção de visão do artista acerca da realidade e nem toda a manipulação
do artista voltou-se à representação do belo. De fato, a arte das esculturas
clássicas, das pinturas renascentistas, e até mesmo a arte moderna eram
financiadas, encomendadas por aqueles que detinham poder e que desejavam
divulgar e perpetuar a sua ideologia e visão da história.
Segundo Marc Ferro[6]
controlar o passado ajuda a dominar o presente e legitima tanto as dominações
como as revoluções. Embora falando do presente o objetivo de manipulação não é
exclusividade da vida contemporânea e nem foi privilégio do passado.
A arte, assim, muito antes da possibilidade da
manipulação digital das imagens e da própria fotografia, sempre foi instrumento
da construção de imaginários e controle dos relatos dos acontecimentos, a
depender do seu artista, financiador ou solicitante.
E se ninguém pode “falar de discursos ou opiniões
falsas, ou de simulacros e de imagens, de imitações e de aparências, nem das
respectivas artes, sem cometer o ridículo de cair nas mais grosseiras
contradições”[7]
seria possível usar da mais atual forma de alteração da realidade na construção
de imagens – os inúmeros programas de edição – para recontar a história
representada e manipulada pelos clássicos e renascentistas?
[1] Platão,
O Sofista, in http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/sofista.html,
acessado em 19 de maio de 2010.
[2] BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua
reprodutibilidade técnica.
[3] Souza, Augusto Cesar Cavalcanti de. A fotografia como informação, in: http://www.ufscar.br/~cinemais/artfoto.html,
acessado em 19 de maio de 2010.
[4] Kossoy, Boris. Os tempos da
Fotografia – o Efêmero e o Perpétuo, Cotia, Ateliê Editorial, 2007
[5] Justificação do Projeto de Lei PL-6853/2010 de autoria do Deputado
Wladimir Costa e que tem como objetivo obrigar que imagens utilizadas em peças
publicitárias ou publicadas em veículos de comunicação, que tenham sido
modificadas com o intuito de alterar características físicas de pessoas
retratadas, tragam mensagem de alerta acerca da modificação.
[6] A manipulação da história no ensino e nos meios de comunicação, São
Paulo, Ibrasa, 1983
[7] Platão, op. cit.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Artigo: O Software Livre como instrumento de Exercício do Poder Regulador do Estado
Publicado originalmente em: Revista
Direito Empresarial (Curitiba), v.n.º 9, p.135 - 152, 2007.
RESUMO
O escopo do presente trabalho é analisar o software livre como instrumento de regulação econômica e instrumento da concorrência, seja na forma de reduzir a assimetria de informações existente entre desenvolvedor e usuário, seja permitindo que novas empresas atuem no referido mercado, superando as alegadas imcompatibilidades na troca de arquivos entre usuários de diferentes softwares e sistemas. Dessa forma, o trabalho apresenta uma definição do objeto estudado e traça o histórico do projeto do software livre, distinguindo-o dos demais conceitos afins, como o do código livre, analisando inclusive a sua instituição através de licença específica. Após essa delimitação do tema, o trabalho volta-se às duas interfaces desse projeto com o poder regulamentador do Estado: a abertura do código-fonte de programas como restrição ao poder do Estado e como forma de exercício de seu poder regulador em face de monopólios constituídos. Quanto a essa última interface, o trabalho foca-se na aplicação do direito econômico para normalização das situações das falhas do mercado de software em benefício não só dos consumidores, como também, da livre-iniciativa. Principalmente tendo em vista que as condições estruturais do mercado de softwares dificultam que a concorrência se estabeleça somente com uma aplicação ativa do direito antitruste, porque caracterizado por um quase monopólio, grande assimetria de informações e altas barreiras à entrada de novos participantes, instrumentos tais como o simples fomento a produto alternativo, bem como condutas mais repressivas devem ser utilizadas para a contenção do abuso do poder econômico.
Palavras chaves: Software, Competição Econômica, Antitruste, Direito Autoral.
Um PDF do texto completo pode ser encontrado aqui
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