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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Conjugação de Nietzsche e Walter Benjamin: A aura, o dionisíaco e o apolíneo da arte relacional

RESUMO

Análise do movimento de arte relacional, na qual as experiências e repertórios individuais estão a serviço da construção de significados coletivos, o que faz com que a participação do público seja um fator-chave na ativação ou efetivação de tais propostas, principalmente através da obra  Irmãs (2003) de Cinthia Marcelle e Marilá Dardot.

Abordagem do aspecto dionisíaco da arte e do potencial catártico que carregam em si e, consequentemente da necessidade da obra total cometer os excessos que exploram todos os limites além do bem e do mal e da necessidade niilista de não se explicar e viver intensamente em contraposição ás necessidades da aura Benjaminiana.

A arte relacional está menos no momento da interação e mais na construção do que se quer com ela, nessa busca dionisíaca pela harmonia convivial. É preciso tratar a realização como rito, provocar o dionisíaco da arte e o seu potencial catártico e almejar o apolínio.

O texto completo está aqui.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Romantismo na Inglaterra

RESUMO


Romantismo para além do movimento artístico histórico, definido como uma característica, antes de tudo psicológica. Colocação da Inglaterra entre os países que mais contribuíram para a formação e delineação desse movimento artístico, um país que desde suas origens conflita-se entre a busca das origens verdadeiramente bretãs e a consciência de ser um povo constituído do encontro de muitos povos navegadores, que imprimiu-lhes como marca psicológica essa instabilidade, identificada na incessante busca pelos ideais fundadores e primordiais da sua civilização, no constante elogio à grandiosidade da natureza e do exótico; na predileção por temas tais como o fantástico e o mitológico; e num espírito de independência e um grau de subjetividade que sempre a caracterizou. De Sheakspeare a Damien Hirst.



O trabalho pode ser lido aqui.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Nam June Paik: iluminação através da compreensão da subversão


RESUMO: Estudo das obras em que Paik usou a subversão do sinal da
televisão, que originalmente transmite conteúdo, e na discussão que neles se
encerra, qual seja, como tomar o controle para si daquilo que recebemos
passivamente. A discussão proposta da subversão do sinal de TV funciona
como koans zen budistas, trazendo para o espectador a indagação para o
caminho para a libertação. Paik agiu como um abridor de olhos , um mestre
zen para a cultura mediática que ele tanto dominou, pois seguiu um caminho
original, ao moldar o meio de vídeo em seu próprio universo artístico, e, no
processo, re-imaginar a natureza da imagem na arte e na cultura.

PALAVRAS CHAVE: videoarte, nam june paik, zen budismo, subversão


O texto pode ser lido aqui. E foi escrito em parceria com Thais Ramos Capusso Rossini.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Música: arte visual

RESUMO

As obras contemporâneas tem se mostrado multissensoriais, nas quais criações musicais se aproximam das artes visuais, e igualmente artistas visuais que incursionaram na música, realizando instalações e performances musicais. A divisão entre artes visuais e música passa a fazer menos sentido,


no plano da estética contemporânea, o que gera uma reivindicação da unidade expositiva das obras de arte visuais, temporais ou de movimento para um experiência completa do espectador, uma vez que os artistas contemporâneos estariam próximos da sua fruição completa da exploração dos sentidos.

O texto pode ser lido aqui.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Quem diz o que é arte?




A definição de arte global proposta implica, dentre outras coisas, em uma percepção inter-relacional da arte, na medida em que arte existe (1) na percepção dessa sensação pelo, ou no raciocínio do espectador, (2) na sua relação com a obra; (3) e que a arte se faz no julgamento do outro.

Mas antes disso a arte pressupõe (o que também está anotado na definição global de arte) um fazer consciente do artista, capaz de reproduzir, construir, ou expressar uma experiência, por meio de sua poética, que é o salto entre o planejar e o ser sucedido através do qual a obra de arte distingue-se em sua unicidade e insubstituibilidade. A poética é, portanto, a teia coerente que une todos os pontos do fazer.

Nesse sentido estão indissociados da compreensão da arte: 1. o fazer artístico; 2. a compreensão que se tem de arte no tempo no qual a obra foi realizada; e 3. a relação dos espectadores com a obra. A ordem proposta não é aleatória. A relação entre o fazer e o recepcionar dos atores da arte está mediada, muitas vezes, pelo tempo entre o que a obra foi realizada e que a obra foi exibida e essa mediação, na maioria dessas vezes, é crucial e mais relevante que as pontas da comunicação.

Na Arte contemporânea é comum que o "terceiro" tenha um poder maior ao determinar o que é a arte atual. O contato imediato obra-espectador, sem mediação do tempo, faz com que as incompreensões com o objeto artístico precise de mediação de "especialistas" e que o debate de o que é ou o que não é arte dê o tom na ordem do dia.

Essa importância ao terceiro não é exclusividade da pós-modernidade. Na pós modernidade o importante é o curador, mas já foi o crítico moderno e o mecenas renascentista, ou seja, na arte do momento, o terceiro “especialista” ganha mais força em virtude da falta de mediação do tempo.

Nesse sentido, retomo as notícias da descoberta de “novas”  Monalisa e Medusa e a diferença de tratamento dado às descobertas pelas instituições responsáveis, que em última instância, demonstram a diferença de entendimento da própria arte.

A descoberta de uma Monalisa realizada por um dos discípulos preferidos de Da Vinci ao mesmo tempo em que o mestre realizava o seu original recebe um tratamento de destaque pelo Louvre, que a exporá, juntamente com a original, em breve, bem como do Museu do Prado, que a detém e que dá a ela o tratamento de “transformar a nossa compreensão da mais famosa pintura do mundo”[1].

A proposta do museu (terceiro) diante da obra (artista) realizada em tão longínquo tempo é expô-la juntamente com o original para comparações e para ressignificar a própria obra icônica, entendimento de que “essas cópias são como uma fotografia do original em um certo momento de sua execução”[2].

A Galeria Uffizi por sua vez, rechaça a possibilidade de expor a segunda Medusa ainda que ela seja a verdadeiramente original e que todos os mistérios acerca da realização da obra consagrada (falta de desenho preparatório, fala de estudos, como se Caravaggio houvesse num rompante pintado em escudo côncavo, sem hesitações, criado uma obra prima) tenha sido deslindado com a recente descoberta, cheia de desenhos por debaixo da pintura ultimada[3].

Sob o argumento de que "não é a primeira vez que descobrem uma cópia ou versão que seria mais bela e mais original do que a antiga (...) estudiosos têm o direito de achar o que quiserem, mas, se fôssemos expor tudo que descobrem aqui, o museu viraria uma feira"[4], a Galeria Uffizi descartou a possibilidade de realizar, como o Louvre uma exposição comparativa, ainda que não se trate de cópia, mas de outra obra, diferentemente da nova Monalisa descoberta.

É uma pena que curadores atuais de arte de um tempo passado clamem para si o papel do mediador de arte contemporânea e que não se deem o distanciamento necessário para a compreensão e o reconhecimento que a essa obra da arte barroca merece. A Galeria Uffizi assim, parece desconhecer inclusive o papel de museu na época das obras que guarda - os Gabinetes de Curiosidades - e também do museu atual, como lugar de propostas de discussão.




[1] http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1042424-museu-do-prado-anuncia-descoberta-de-copia-da-mona-lisa.shtml
[2] Louvre expõe as duas versões da "Mona Lisa". Folha.com, Ilustrada, 29.02.2012, disponível em http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1068138-louvre-expoe-as-duas-versoes-da-mona-lisa.shtml, acessado 29.03.12
[3] MARTÍ, Silas. Nova Medusa de Caravaggio é descoberta em coleção na Itália. Folha.com, Ilustrada, 29.02.2012, disponível em http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1055188-nova-medusa-de-caravaggio-e-descoberta-em-colecao-na-italia.shtml, acessado 29.03.12

[4] MARTÍ, Silas. Anatomia barroca. Folha de S. Paulo, Ilustrada, E1, 08.03.2012.


sábado, 19 de maio de 2012

A crítica acabou mesmo na imprensa? Uma revisão dos artigos atuais na Folha de São Paulo.


Quando se fala de crítica, tem-se em mente ainda hoje a crítica do projeto moderno que tinha como objetivo a libertação do indivíduo de dogmas e de um poder centralizador e, consequentemente, a produção de consciência individual com a finalidade de construção de um outro mundo, cujas raízes estão no projeto filosófico de Descartes, Kant, Hegel e Adorno.
Analisamos os textos publicados pela Folha de São Paulo no período de um mês (de 18 de março a 20 de abril de 2012), procurando avaliar a produção da critica e do jornalismo  cultural  atual na perspectiva  da construção da esfera pública, da profissionalização e institucionalização da área e, especificamente, o acesso aos espaços  de discussão, verificando se a crítica moderna, aquela que temos em mente como a figura ideal, ainda persiste ou, em tendo sido substituída, porque o foi.
Do período selecionado houve 13 textos publicados na Ilustrada e na Ilustríssima acerca das artes visuais[1]. Desses,  apenas 2 autodenominavam-se críticas: “Obras de Antonio Malta e Erika Verzutti fogem do circuito politicamente correto” e “Exibição do coletivo BijaRi possui desafio de mostrar arte politizada”, ambos de Fabio Cypriano. Três são textos opinativos, muito mais aproximados ao ensaio, como “Arte ou estandarte” de Sérgio Dávila, editor executivo da Folha;  “As dores do Corpo” de Marcelo Coelho, Colunista da Folha; e “Exercício comparativo – o rapto do debate sobre artes visuais”, do curador Cesar Oiticica Filho. Todos os demais oito textos são apresentações de exposições, aqui no Brasil ou fora, todos escritos por repórteres da Folha ou jornalistas freelancers.
Quanto aos textos identificados como crítica, ambos escritos por Fábio Cypriano, apresentam avaliação da obra cultural e das tendências valorizadas pelo mercado, mas passam, de alguma forma, uma impressão de pessoalidade, como se vê respectivamente em “Obras de Antonio Malta e Erika Verzutti fogem do circuito politicamente correto” e “Exibição do coletivo BijaRi possui desafio de mostrar arte politizada”:
“(...) são trabalhos que abordam estratégias culturais brasileiras, como a gambiarra. (...) São obras, afinal, mais próximas da praça da Sé do que dos shoppings climatizados que pululam na cidade. Que alívio”.
“(...) frente ao circuito de arte nacional que, cada vez mais, se submete a um padrão decorativo de produção, as obras do coletivo BijaRi sugerem que a realidade brasileira não é tão feliz como se supõe”.
Marcelo Coelho, sociólogo, analisa o filme de Wim Wenders, “Pina” na coluna “As dores do Corpo”, que apesar de partir de um texto pessoal, atingem questões amplas sobre a dança, o cinema e o homem, bem diferentes dos tons que assume Fábio Cypriano nas suas críticas personalíssimas.
Aliás, chama atenção que os autores dos textos opinativos não sejam jornalistas culturais. O único jornalista de formação, Sérgio Dávila, tem carreira na cobertura internacional. Sua crítica da exposição de Ai Weiwei no Jeu de Paumme em Paris, “Arte ou estandarte” apresenta-se modernamente como um texto politizado, compromissado de um projeto crítico, propositivo e interventor (provavelmente auxiliado pelo próprio artista que analisa). Dedica-se a encontrar as perguntas deixadas pela exposição e ao mesmo tempo relaciona-a com outras passagens do história da arte.
Por fim, menciono o texto de Cesar Oiticica relevante por ser esse texto uma tréplica ao crítico Flávio Moura. A Folha de São Paulo tem dado, no seu caderno Ilustríssima, espaço para esse tipo de debate: uma reportagem ou ensaio é publicado, no caso uma reportagem sobre o lançamento da coletânea “O mundo é o museu”; uma resposta crítica ao lançamento é feita e, então, uma tréplica é concedida. A mesma estrutura ocorreu novamente em relação ao lançamento do ensaio de Roberto Schwarz sobre o “Verdade Tropical” de Caetano Veloso.
Vejo assim, que a critica politizada, educadora e capaz de emancipar o homem, enfim, a crítica idealizada, ainda existe na imprensa hoje de forma pontual. Mas essa crítica moderna, ferramenta política constituidora de uma esfera pública, não tem mais, de fato, o seu espaço na imprensa. Esse lugar foi devidamente usurpado e atualizado pela internet, onde se realiza de forma mais plena e sem o problema da mediação parcial da imprensa[2]; A rede permite a participação igualitária dada a
“possibilidade que o espaço público online, ilimitado por fronteiras territoriais e temporais, traz de que as pessoas de diferentes localidades, culturas e pensamentos, se comuniquem e que possam, efetivamente, cobrir o mundo todo.(…)” (LACERDA, 2011, p.14).
Além disso, a contemporaneidade caracteriza-se pela falta de um fio universalizante do pensamento e a própria falta do objeto criticável na medida em que não há mais pensamento polarizado. E com a  fragmentação também das categorias artísticas e as transformações no sistema da arte depois das vanguardas, tarefas como compreensão da arte, identificação das suas fronteiras, difusão das informações artísticas significam riscos. E a imprensa não assume esses riscos. Daniel Piza (2003, p.83) identifica a reportagem de debates a mais difícil e mais escassa no jornalismo brasileiro, pela incapacidade de apresentar-se todos os lados da discussão de forma neutra mas com senso crítico.
E dessa perda de função e da crescente complexidade, talvez não só o crítico contemporâneo passou a avalizar a arte e a fazer curadoria mas a própria imprensa esteja tomando para si o papel de curadora, como afirma Maria Prata, diretora de redação da Harper’s Bazaar Brasil[3].
Talvez, o caminho do projeto contemporâneo seja mesmo a publicação de debates públicos de ideias, como parece querer instituir a Folha também no Jornalismo cultural. De resto, o jornal atual situa-se mais nesse papel de curadoria, no qual a avaliação da obra cultural e das tendências do mercado surgem num papel anterior ao da escrita: na seleção do que é publicado. O leitor contemporâneo do jornal diário (PIZA, 2003, p.47) talvez seja uma pessoa que tenha condições, por si, de identificar os interesses do mercado, as induções simbólicas e morais a que está sujeito e prescinda assim de uma crítica expressa.

Bibliografia:
VARGAS, Rodrigo C. Do nascimento aos anos de chumbo, disponível em http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/do_nascimento_aos_anos_de_chumbo, acessado em 02.05.12.
PIZA, Daniel.  Jornalismo Cultural. São Paulo. Ed. Contexto, 2003.
LACERDA, Mariana, et. al. Warren Sack: Comunicação e discussão no espaço público online, 2011, disponível em http://marianadu-arte.blogspot.com.br/2011/06/warren-sack-comunicacao-e-discussao-no.html, acessado em 02.05.12.



[1] Embora a crítica de cinema e de literatura tenha ficado de fora, optei por manter uma crítica sobre o filme “Pina” e outra sobre a coletânea “Museu é o Mundo”, mais por seus temas relacionarem-se à artes visuais.
[2] De fato, a profissionalização e a industrialização da imprensa gerou a utopia da imparcialidade, que o movimento de monopolização da imprensa no início do século XX acabou por enterrar, através da geração de conglomerados poderosos prejudiciais à própria função informativa: o monopólio é, por definição, gerador de assimetria de informações. Essa imprensa conglomerada escancara o fato de que a mediação da imprensa na esfera pública está sempre ligada a um projeto de poder, logo, a imparcialidade é uma impossibilidade.
[3]  Em palestra proferida no no ModaCamp/2012

domingo, 6 de maio de 2012

Novos índios: a etnogênese como transfiguração de renascimento

RESUMO: Resenha do artigo: Barbosa, Wallace de Deus. O artesanato indígena e os ‘novos índios’ do Nordeste. in: Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional nº 28. Rio de Janeiro: IPHAN, 1999, p.198 – 215. 


A resenha está aqui

domingo, 1 de abril de 2012

Arte contemporânea Wabi Sabi


RESUMO: Investigação e definição dos conceitos da estética Wabi Sabi como discurso artístico que realça o natural, o imperfeito, o assimétrico e o desgastado, sem, entretanto, abandonar a busca por uma indiscutível beleza, que reflita a tranquilidade. Verificação de que o Wabi Sabi tem grande influência na contemporaneidade, donde o belo contemporâneo está muito mais relacionado ao prazer intelectual causado pelo entendimento cognitivo ou sensorial da obra a que se contempla. Levantamento dos artistas contemporâneos japoneses que realizam obras hoje que podem ser entendidas como Wabi Sabi e conclusão de que o Japão é produtor de uma arte global não datada e regionalizada, e também importante contribuinte da formação desse novo modelo global de pensamento artístico. 

Palavras Chave: Estética. Wabi Sabi. Arte Japonesa. Arte Contemporânea. 



O artigo foi publicado na Revista Belas Artes, Ano 4, n.8, jan-abr 2012
ISSN 2176-6479. E as fotos das obras mencionadas estão no anexo.


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Artigo: Warren Sack: Comunicação e discussão no espaço público online


RESUMO: Discussão sobre o trabalho de Warren Sack, artista visual, designer de software e teórico de mídia e professor associado de Cinema e Mídias Digitais da Universidade da Califórnia e da sua pesquisa acerca da comunicação e discussão no espaço público online como uma tentativa de consolidação de uma cybercultura heterogênea, descentralizada e sem limitações culturais.

Palavras-chave: Warren Sack; Comunicação online; Linguagem; Mídias Digitais.

Um PDF do artigo, feito em colaboração com os lindos Renan Marcondes, Cris Garcia e Andrea D'Amato está aqui.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Carlos Fajardo: da superfície às relações corpo-espaciais


RESUMO
A pesquisa, de caráter bibliográfico, propõe-se a realizar uma análise comparativa entre as linguagens artísticas na produção de Carlos Fajardo, tendo como foco as possibilidades e uso do espaço na poética do artista. Através da relação entre seu percurso e o desdobramento natural das linguagens durante os anos de sua produção, é estabelecido um breve panorama dos seus trabalhos e da linha de pesquisa no qual estão inseridos.

Palavras-chave: Carlos Fajardo. Espaço. Superfície.


ABSTRACT
The bibliographic research aims to produce a comparative analysis among the artistic languages in the production of Carlos Fajardo, focusing the possibilities of the uses of space in the artist poetics. Trough the relation between his process and the natural development of the artistic languages during the years of his production, is established a short overview of his artistic works and the research in which they are inserted. 

Key-words: Carlos Fajardo. Space. Surface.


Veja o trabalho, escrito conjuntamente com Renan Marcondes, Ana Cristina Garcia e Andréia D'Amato aqui

domingo, 15 de maio de 2011

Artigo: Carlos Fajardo: da superfície às relações corpo-espaciais


RESUMO
A pesquisa, de caráter bibliográfico, propõe-se a realizar uma análise comparativa entre as linguagens artísticas na produção de Carlos Fajardo, tendo como foco as possibilidades e uso do espaço na poética do artista. Através da relação entre seu percurso e o desdobramento natural das linguagens durante os anos de sua produção, é estabelecido um breve panorama dos seus trabalhos e da linha de pesquisa no qual estão inseridos.
Palavras-chave: Carlos Fajardo. Espaço. Superfície. ABSTRACT
The bibliographic research aims to produce a comparative analysis among the artistic languages in the production of Carlos Fajardo, focusing the possibilities of the uses of space in the artist poetics. Trough the relation between his process and the natural development of the artistic languages during the years of his production, is established a short overview of his artistic works and the research in which they are inserted.
Key-words: Carlos Fajardo. Space. Surface.

Escrito junto com os queridos ANA CRISTINA GARCIA, ANDRÉIA D’AMATO e RENAN MARCONDES cuja cópia é encontrada aqui

terça-feira, 1 de março de 2011

Artigo: EDUARDO KAC: A problematização dos limites de linguagens


Em co-autoria com Renan Marcondes, Ana Cristina Garcia e Andréia D'Amato

RESUMO
Trabalho com objetivo de análise da produção do artista Eduardo Kac dentro de uma perspectiva da arte contemporânea. Foco na evolução do seu trabalho e nas diferentes linguagens abordadas, da poesia à bioarte.
Palavras-chave: Eduardo Kac. Arte e tecnologia. Bioarte. Telepresença.

Um PDF do artigo pode ser encontrado aqui

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

FOTOGRAFIA: SÉRIE FLUSSER, Vilém. In: _________




RESUMO

Artigo acadêmico com objetivo de registro de processo e discussões apontadas através da produção de uma série de fotografias com gênese nos escritos de Vilém Flusser, especialmente no que se refere ao tratamento das imagens técnicas como produtos extraídos de textos. Exploração da idéia por meio da proposta do inverso, tornar o texto produto da imagem técnica. Mas não só da simples imagem técnica produzida pelo aparelho, mas a imagem técnica realizada em época onde os programas de edição de imagens alteram a realidade de forma tão fidedigna que colocaram em cheque a posição da fotografia como documentação da realidade. Fotografia contemporânea e o desprendimento da convencionalização dos elementos e de uma ética existentes no modernismo. Discussões entre o texto e a imagem técnica e possibilidades de alteração dessa relação à gênese do projeto proposto: fotografias de páginas de livros da literatura brasileira, manipuladas digitalmente, fazendo incluir trechos do livro Filosofia da Caixa Preta, de Vilém Flusser e então impressas, produzindo fotografias de letra e palavra e texto alteradas através de programas de edição de imagens. Estabelecimento de relações entre textos literários, técnicos e a linguagem fotográfica, com metodologia de pesquisa bibliográfica e analítica, juntamente com a pesquisa relacionada ao âmbito produtivo das fotografias.

Palavras-chave: Fotografia. Texto. Literatura. Vilém Flusser. Manipulação.

O artigo pode ser encontrado aqui e foi feito com a colaboração dos queridos Renan Marcondes e Cris Garcia

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Artigo: Um estudo de caso: ABSTRACT Nº 1, por Tomoko Takahashi


Publicado originalmente no Panorama Crítico , v.8, p.3 - , 2010.

RESUMO  
Estudo de caso sobre a obra Abstract nº 1 (2007), da artista visual Tomoko Takahashi, baseado em pesquisa e análise de  sua produção, por meio, principalmente, das criticas realizadas em torno de sua exibição. Pretende-se estabelecer relações entre a realização dessa obra e o desenho expandido, sendo a metodologia de pesquisa comparativa, descritiva e histórica.  

Palavras-chave: Instalações. Projeto. Desenho Expandido. Poética.

PDF disponível aqui

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Artigo: Julia Margaret Cameron: experimentações contemporâneas na era vitoriana

Em co-autoria com Renan Marcondes, Cris Garcia e Flora Pitombo


Um PDF pode ser encontrado aqui



RESUMO
Estudo sobre a vida e obra artística da fotógrafa Júlia Margaret Cameron baseado em pesquisa e análise de sua produção. Pretende-se estabelecer relações entre sua obra e a produção de fotografia contemporânea através de discussões e bibliografia apresentada durante o primeiro bimestre da disciplina de Linguagem Fotográfica II, sendo a metodologia de pesquisa comparativa, descritiva e histórica.
Palavras-chave: Fotografia. Técnica. Foco. Representação. Poética.

sábado, 7 de novembro de 2009

WebArte: photographieretouchee


(Obra realizada juntamente com Renan Marcondes e Cris Garcia)


Imagens disponíveis em http://www.wix.com/renanmc/photographieretouchee



Em O Sofista, Platão, desde o século V a.c., já dizia que a imagem não é a verdade, mas apenas um simulacro do seria a realidade. E o semelhante “muito embora realmente não exista, ele é realmente o que denominamos imagem”[1]. Desde sempre, portanto, as questões ligadas à representação – e as pinturas e esculturas mais especificamente – sempre tiveram de lidar com o ilusório, até o advento da fotografia.

A representação concreta da fotografia, inclusive, foi o motivo da sua contestação enquanto  obra de arte[2] e largo uso das ciências. A fotografia teria o condão de “transferir a realidade da coisa para sua reprodução”[3].

Essa visão do final do século XIX, porém embora encontre contestação, parece, incrivelmente, resistir aos tempos. Se Boris Kossoy[4] atualmente, divulga as  questões relacionadas às ficções da fotografia, circulam por aí, no Brasil, Grã Bretanha e França, principalmente, projetos de lei para controlar a manipulação de imagens sob a justificativa de que “na fotografia existe a falsa impressão de transposição da realidade, nua e crua, para a imagem. Há a crença na veracidade absoluta da fotografia, como se ela fosse um método de fixação da realidade em uma imagem” em oposição ao que seria, nas artes, “a plena noção de que se trata tão somente de uma visão do artista acerca da realidade, transportada para um determinado suporte”[5].

A idéia de realidade da fotografia, ainda anteriormente à discussão de manipulação digital das imagens, não poderia ser menos verdadeira. Conforme o citado Kossoy, uma vez que todas as imagens são montadas, seja através do melhor ângulo, visão ou enquadramento buscados pelo fotógrafo, até mesmo a fotografia traria em si uma imagem relativa, retratando algo conforme a ideologia, conceitos, bagagens cultural, daquele que fotografa. A foto constrói realidades e também é simulacro, também é o semelhante que, na verdade, não existe.

Como também é menos verdadeira a visão romântica da manipulação do artista nas obras de arte. Nem sempre as imagens nas artes carregaram a plena noção de visão do artista acerca da realidade e nem toda a manipulação do artista voltou-se à representação do belo. De fato, a arte das esculturas clássicas, das pinturas renascentistas, e até mesmo a arte moderna eram financiadas, encomendadas por aqueles que detinham poder e que desejavam divulgar e perpetuar a sua ideologia e visão da história.

Segundo Marc Ferro[6] controlar o passado ajuda a dominar o presente e legitima tanto as dominações como as revoluções. Embora falando do presente o objetivo de manipulação não é exclusividade da vida contemporânea e nem foi privilégio do passado.

A arte, assim, muito antes da possibilidade da manipulação digital das imagens e da própria fotografia, sempre foi instrumento da construção de imaginários e controle dos relatos dos acontecimentos, a depender do seu artista, financiador ou solicitante.

E se ninguém pode “falar de discursos ou opiniões falsas, ou de simulacros e de imagens, de imitações e de aparências, nem das respectivas artes, sem cometer o ridículo de cair nas mais grosseiras contradições”[7] seria possível usar da mais atual forma de alteração da realidade na construção de imagens – os inúmeros programas de edição – para recontar a história representada e manipulada pelos clássicos e renascentistas? 



[1] Platão, O Sofista, in http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/sofista.html, acessado em 19 de maio de 2010.
[2] BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica.
[3] Souza, Augusto Cesar Cavalcanti de. A fotografia como informação, in: http://www.ufscar.br/~cinemais/artfoto.html, acessado em 19 de maio de 2010.
[4] Kossoy, Boris. Os tempos da Fotografia – o Efêmero e o Perpétuo, Cotia, Ateliê Editorial, 2007
[5] Justificação do Projeto de Lei PL-6853/2010 de autoria do Deputado Wladimir Costa e que tem como objetivo obrigar que imagens utilizadas em peças publicitárias ou publicadas em veículos de comunicação, que tenham sido modificadas com o intuito de alterar características físicas de pessoas retratadas, tragam mensagem de alerta acerca da modificação.
[6] A manipulação da história no ensino e nos meios de comunicação, São Paulo, Ibrasa, 1983
[7] Platão, op. cit.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Artigo: O Software Livre como instrumento de Exercício do Poder Regulador do Estado


Publicado originalmente em: Revista Direito Empresarial (Curitiba), v.n.º 9, p.135 - 152, 2007.


RESUMO

O escopo do presente trabalho é analisar o software livre como instrumento de regulação econômica e instrumento da concorrência, seja na forma de reduzir a assimetria de informações existente entre desenvolvedor e usuário, seja permitindo que novas empresas atuem no referido mercado, superando as alegadas imcompatibilidades na troca de arquivos entre usuários de diferentes softwares e sistemas. Dessa forma, o trabalho apresenta uma definição do objeto estudado e traça o histórico do projeto do software livre, distinguindo-o dos demais conceitos afins, como o do código livre, analisando inclusive a sua instituição através de licença específica. Após essa delimitação do tema, o trabalho volta-se às duas interfaces desse projeto com o poder regulamentador do Estado: a abertura do código-fonte de programas como restrição ao poder do Estado e como forma de exercício de seu poder regulador em face de monopólios constituídos. Quanto a essa última interface, o trabalho foca-se na aplicação do direito econômico para normalização das situações das falhas do mercado de software em benefício não só dos consumidores, como também, da livre-iniciativa. Principalmente tendo em vista que as condições estruturais do mercado de softwares dificultam que a concorrência se estabeleça somente com uma aplicação ativa do direito antitruste, porque caracterizado por um quase monopólio, grande assimetria de informações e altas barreiras à entrada de novos participantes, instrumentos tais como o simples fomento a produto alternativo, bem como condutas mais repressivas devem ser utilizadas para a contenção do abuso do poder econômico.
Palavras chaves: Software, Competição Econômica, Antitruste, Direito Autoral.


Um PDF do texto completo pode ser encontrado aqui